Este site não está atualizado, consulte o site do agrupamento atualizado em www.aeffl.pt
Siga-nos RSS Facebook Twitter
30 de Abril de 2026
  • Decrease font size
  • Default font size
  • Increase font size

 
Se um livro é mau, nada o pode desculpar; sendo bom, nem todos os reis o conseguem esmagar
Voltaire, pseud. de François-Marie Arouet

 
A educação é para a alma o que a escultura é para um bloco de mármore.
Joseph Addison

 
O tempo para ler, assim como o tempo para amar, aumenta o tempo de viver.
Daniel Pennac

 
Eu não gosto dela e lamento alguma vez ter tido alguma coisa a ver com ela.
Erwin Schrödinger sobre a Mecânica Quântica

 
O que não consigo criar não consigo compreender.
Richard P. Feynman

Início Biblioteca Escolar Poema do mês
Poema do mês


Girassóis PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Girassóis 

Assim fremente e nua
a luz só pode ser dos girassóis.
Estou tão orgulhoso
por esta flor difícil ter entrado pela casa.
É talvez o último verão,
tão feito de abandono é meu desejo.
Mas estou orgulhoso dos girassóis.
Como se fora seu irmão.

Eugénio de Andrade (1923-2005)

 
Poema PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Faz-se luz pelo processo
de eliminação de sombras
Ora as sombras existem
as sombras têm exaustiva vida própria
não dum e doutro lado da luz mas no próprio seio dela
intensamente amantes loucamente amadas
e espalham pelo chão braços de luz cinzenta
que se introduzem pelo bico nos olhos do homem

Por outro lado a sombra dita a luz
não ilumina realmente os objectos
os objectos vivem às escuras
numa perpétua aurora surrealista
com a qual não podemos contactar -
senão como os amantes
de olhos fechados
e lâmpadas nos dedos e na boca

Mário Cesariny (1923-2006)

 
Despertar PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Despertar

É um pássaro, é uma rosa,
é o mar que me acorda?
Pássaro ou rosa ou mar,
tudo é ardor, tudo é amor.
Acordar é ser rosa na rosa,
canto na ave, água no mar.

Eugénio de Andrade

 
Poema da Quinzena PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

  O beijo é fome de imortalidade.

Ramón Gómez de la Serna (1888-1963)  

 
<< Início < Anterior 1 2 3 4 5 6 7 Seguinte > Final >>

Pág. 5 de 7