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24 de Junho de 2026
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Acontece com os livros o mesmo que com os homens, um pequeno grupo desempenha um grande papel.
Voltaire
(escritor e filósofo francês 1694-1778)

 
O que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano.
Issac Newton

 
As pessoas, de início, não seguem causas dignas. Seguem líderes dignos que promovem causas dignas.
James Clerk Maxwell

 
O que não consigo criar não consigo compreender.
Richard P. Feynman

 
Nada na vida deve ser receado. Tem apenas que ser compreendido.
Marie Curie

Outubro PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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O Ultimo Cabalista de Lisboa
Richard Zimler
Oceanos, 2008

Em Abril de 1506, durante as celebrações da Páscoa, cerca de 2000 cristãos-novos foram mortos num pogrom em Lisboa e os seus corpos queimados no Rossio. Reinava então D. Manuel I, o Venturoso, e os frades incitavam o povo à matança, acusando os cristãos-novos de serem a causa da fome e da peste que flagelavam a cidade.


 


 


Os Zarco, uma família de cristãos-novos residentes em Alfama, tinham como patriarca Abraão Zarco, iluminador e membro respeitado da célebre escola cabalística de Lisboa. Depois do pogrom, Berequias Zarco, sobrinho e discípulo de Abraão, vai encontrar o tio e uma jovem desconhecida mortos numa cave que servia de templo secreto desde que a sinagoga fora encerrada pelos cristãos-velhos. Um e outro estão nus e banhados em sangue. Estranhamente, a porta está fechada por dentro.