 Assinala-se hoje, 22 de março, o Dia Mundial da Água, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), com o objetivo de alertar a sociedade para a escassez desse precioso recurso natural e, consequentemente, procurar soluções para o problema.
A água é o elemento que deu origem e sustenta a vida no planeta Terra. Sem a água, nenhuma espécie vegetal ou animal, incluindo o homem, sobreviveria.
Os cientistas calculam o seu volume total em 1,42 biliões de quilómetros cúbicos, cuja maior parte (95,1%) é composta pelas águas salgadas dos mares e oceanos.
Os 4,9% restantes constituem-se de água doce, distribuída entre as calotes polares, que ocupam 97% desse precioso volume, e a água na forma líquida, disponível para o uso, cujo volume é estimado em pouco mais de dois milhões de quilómetros cúbicos. Desta forma, apenas cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo).
Este ano, o Dia Mundial da Água de 2012 é dedicado à Segurança Alimentar e à importância de assegurar um uso racional da água e dos recursos hídricos para a produção de alimentos.
As estatísticas dizem que em média cada pessoa consome 2 a 4 litros de água por dia. Mas é muito maior a quantidade de água que “bebemos” através dos alimentos que consumimos.
Além da água que é utilizada diretamente na agricultura (e que representa cerca de 70% da água doce disponível no planeta), os processos de produção industrial de alimentos também consomem água indiretamente. Por exemplo, a produção de 1 kg de carne pode consumir até 15.000 litros de água enquanto a produção de 1 kg de cereais consome cerca de 1.500 litros.
Algumas mudanças de comportamentos podem permitir reduzir estes valores. Por exemplo, há plantas que necessitam de pouca água, assim devemos evitar regá-las sem necessidade; sempre que possível, devemos utilizar na rega água de poços ou ribeiros ou mesmo água de lavagem de legumes e frutos. É preferível regar de manhã cedo ou à noite para poupar água que se perde com o calor do sol.
Enquanto consumidores podemos contribuir com gestos diários de poupança que fazem toda a diferença, por exemplo optando por alimentos que não exijam um consumo de água tão elevado.
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