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25 de Maio de 2026
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A maior parte do tempo de um escritor é passada na leitura, para depois escrever; uma pessoa revira metade de uma biblioteca para fazer um só livro.
Samuel Johnson 

Como todos os homens da Biblioteca, viajei na minha juventude; peregrinei em busca de um livro, talvez o catálogo dos catálogos.
Jorge Luis Borges

Nós não somos do século de inventar as palavras. As palavras já foram inventadas. Nós somos do século de inventar outra vez as palavras que já foram inventadas.
José Almada Negreiros

 
A honestidade foi e será sempre a arma decididamente mais forte para todas as lutas da humanidade que vive e progride.
Enrico Fermi


Não se pode ensinar tudo a alguém, pode-se apenas ajudá-lo a encontrar por si mesmo.
Galileu Galilei

Início Atividades Arquivo Mercúrio.ESFFL O Paradigma de Desenvolvimento II
O Paradigma de Desenvolvimento II PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

   Só por teimosia ou por obtusa distracção é que não reconhecemos que algo está a mudar e se bem que possamos não perceber  os seus contornos, contudo as cifras de que dispomos são em número suficiente para concluir que é qualquer coisa de global.

  O paradigma com que se pensou o desenvolvimento das sociedades terá, necessariamente, que mudar, sob pena de se produzir um fenómeno de “regressão civilizacional”, sendo que esta
capaˍrelatório viragem exige destreza, imaginação e celeridade.
  Não basta acrescentarmos a palavra “sustentável” a cada medida ou a cada protocolo estabelecido
internacional ou localmente. Quando há vinte anos o então chamado “Relatório Brundtland ” inaugurou o conceito de “desenvolvimento sustentável”, propondo a construção de um “futuro comum”, alertava para a urgência da redução da pressão sobre os recursos naturais, de modo a  não  hipotecar a sustentabilidade das gerações posteriores . Chegados ao séc. XXI, o resultado da “evolução” revela-se, ao invés, catastrófico.
 
luisaschmidt Como diz Luísa Schmidt, “Torna-se por demais evidente que já não será possível garantir às gerações, não só futuras mas também presentes, nem os recursos a que nos habituámos, nem o modelo de desenvolvimento que dávamos por adquirido.” Esta “evidência” significa que não conseguiremos tapar, por muito mais tempo, o sol com a peneira, que os problemas ou as consequências que actualmente se tornam visíveis começam a reclamar medidas urgente, as quais quanto mais proteladas forem mais drásticas se tornarão.


 O curioso (embora seja uma curiosidade preocupante) é que o diagnóstico está feito e é do conhecimento público. Mesmo as dúvidas dos mais cépticos terão ficado dissipadas com o
último relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), onde pela primeira vez, se estabelece um nexo causal entre as emissões de gases de efeito de estufa (como o CO2 e o metano) e a aceleração do aquecimento global, determinando assim uma interferência antropogénica no clima da Terra.

 

 desenvolvimento-sustentavel-01     Por efeito das circunstâncias, o problema energético coloca-se no centro da actualidade, todavia os problemas não se confinam a esta questão. Ainda que menos visíveis, outros problemas estão a exercer fortes pressões sobre o nosso futuro civilizacional: desde a perda de biodiversidade e a diminuição da água potável a nível global, até à desflorestação e ao desaparecimento de milhares de hectares de terras aráveis, com consequências imprevisíveis relativamente à carestia e escassez alimentar, passando pelo recuo dos stocks piscícolas e o stress de muitas zonas marítimas, tendo como pano de fundo a constante acumulação de poeiras tóxicas e metais pesados por efeito da poluição industrial, com consequências imprevisíveis para a saúde pública - de tudo um pouco enfrentamos neste dealbar de milénio.

  Será esta uma mera visão catastrofista? O desejo seria o de responder que “sim”, que  não passam de arautos fundamentalistas. Mas parece que se trata antes de uma espécie de história de Pedro e o Lobo invertida: aos avisos sucessivos mostrámos indiferença e quando actuarmos poderá ser demasiado tarde, como já o está ser para os milhares de “refugiados do clima”.

   Ainda que noutro contexto, diz Kenneth Rogoff , no suplemento de economia do jornal Publico, “A economia global é um comboio em fuga (…) o espectacular e histórico ‘boom’ económico global dos últimos seis anos está prestes a colidir contra uma parede.”

  Isto mostra uma coisa, é que o problema é nosso, ou seja, não está em causa senão a nossa subsistência, não a subsistência do planeta , e mesmo a despeito de algumas teorias mais “holistas” (que aqui não cabe reflectir), a  Terra passa bem sem o Homem, nós é que não passamos bem sem ela.

Fontes: Suplemento de economia de o Publico.(18/07/08).
           Atlas do Ambiente (Le Monde Diplomatique)

        
 

 

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