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7 de outubro de 2026
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Acontece com os livros o mesmo que com os homens, um pequeno grupo desempenha um grande papel.
Voltaire
(escritor e filósofo francês 1694-1778)

 
O livro é um animal vivo
Aristóteles

 
Quem não lê, não quer saber; quem não quer saber, quer errar.
Padre António Vieira

 
Eu não gosto dela e lamento alguma vez ter tido alguma coisa a ver com ela.
Erwin Schrödinger sobre a Mecânica Quântica

 
A melhor prova de que a navegação no tempo não é possível é o facto de ainda não termos sido invadidos por massas de turistas vindos do futuro.
Stephen Hawking

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Poema do mês


Poema primeiro PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

As palavras são para ser usadas
na construção da cidade, plena de arabescos
e cúpulas, terraços sobre a ria
o mar ao longe espreitando o horizonte
de barcos e velas de navios.

Olhão litoral das ilhas oculto pelas marismas
reserva de memória e ponto de partida
para outras cidades onde tantas vezes
me perdi em delírios de imaginação.

Este é um tempo de desconstrução
estranhos sortilégios ocultam o presente.
Temos o que não queremos
e queremos o que não temos.
O passado e o futuro não existem.

António José Ventura
“Épica Menor “

 
Simplesmente ler PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Simplesmente ler

Ler
sempre.
Ler muito.
Ler quase tudo
Ler com os olhos, os ouvidos, com o tacto, pelos poros e demais sentidos.
Ler com razão e sensibilidade.
Ler desejos, o tempo, o som do silêncio e do vento.
Ler imagens, paisagens, viagens.
Ler verdades e mentiras.
Ler para obter informações inquietantes, dor e prazer.
Ler o fracasso, o sucesso, o ilegível, o impensável, as entrelinhas.
Ler na escola, em casa, no campo, na estrada, em qualquer lugar.
Ler a vida e a morte.
Saber ser leitor tendo o direito de saber ler.
Ler, simplesmente ler.

Edith
Chacon Theodoro

 
O Amor PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

O Amor 
Estou a amar-te como o frio
corta os lábios.
A arrancar a raiz
ao mais diminuto dos rios.
A inundar-te de facas,
de saliva esperma lume.
Estou a rodear de agulhas
a boca mais vulnerável.
A  marcar sobre os teus flancos
o itinerário da espuma.
Assim é o amor: mortal e navegável.

Eugénio de Andrade

 
Poema da quinzena PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
O binómio de Newton é tão belo como a Vénus de Milo
          O que há é pouca gente para dar por isso
          óóóó-óóóóóóóóó-óóóóóóóóóóóóóó
        
(O vento lá fora.)

         Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)

 
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